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sábado, 18 de junho de 2011

As Capitâneas Hereditárias

Pela grande extensão territorial e falta de recursos, a Coroa portuguesa implantou na Colônia o sistema CAPITÂNIAS HEREDITÁRIAS, dividindo as terras em porções de tamanhos variados que seriam oferecidas a fidalgos portugueses dispostos a explora-las e ocupa-las. Esses investidores, chamados de DONATÁRIOS, tinham o direito á posse e á exploração das terras recebidas, mas não podiam vendê-las.

Ocupar é Preciso

A chegada dos portugueses na América, em 1500, não entusiasmou a Coroa. As terras descobertas aparentavam não ter recursos que gerassem riqueza fácil, como os metais preciosos encontrados na América espanhola. O comércio com o Oriente era muito mais atraente e, por isso, os lusos concentraram-se nele.








Contudo, isso não significou que a América portuguesa tivesse sido abandonada. A Coroa decidiu explorar a madeira da árvore do pau-Brasil da qual se retirava um poderoso corante de tecidos. O pau-Brasil era abundante no litoral e era extraído com a utilização da mão-de-obra indígena, sob a supervisão de exploradores portugueses.

Comunidades Organizadas

A incorporação á constituição do direito dos povos indígenas a preservarem sua cultura foi uma das muitas conquistas que resultaram da auto-organização das comunidades indígenas. Seus líderes atuam hoje tanto nas instituições governamentais como em Organizações Não-Governamentais - as ONGs -, promovendo diversos eventos nos quais os próximos indígenas têm poder de decisão.

A Influência Indígena

Ao longo do tempo, várias comunidades indígenas adotaram o modo de vida dos colonizadores. Além de assimilarem elementos da cultura europeia, também foram responsáveis pela incorporação de muitos aspectos de sua cultura aos costumes nacionais. Exemplos disso são palavras de origem tupi como cutucão e jacaré; o uso do chimarrão; e da rede de dormir; diversos tratamentos medicinais á base de ervas entre outras inúmeras contribuições.

Existem hoje cerca de 700 mil indígenas, divididos em 227, distribuídos por diversas aldeias espalhadas pelo Brasil. A maioria está estabelecida em reservas indígenas, mas existem muitos deles vivendo em cidades.

A população indígena vem crescendo e está mais organizada para lutar pelos direitos.

domingo, 15 de maio de 2011

A descoberta do Brasil

O termo descoberta do Brasil se refere à chegada, em 22 de abril de 1500, da frota comandada por Pedro Álvares Cabral ao território onde hoje se encontra o Brasil. A palavra "descoberta" é usada nesse caso em uma perspectiva eurocêntrica, referindo-se estritamente à chegada de europeus às terras do atual Brasil, que já eram habitadas por vários povos indígenas.


Embora quase exclusivamente utilizado em relação à viagem de Cabral, o termo "descoberta do Brasil" também pode referir-se à suposta chegada de outros navegantes europeus antes de Cabral. Esse é o caso das possíveis expedições do espanhol Vicente Yáñez Pinzón em 26 de janeiro de 1500, e de Duarte Pacheco Pereira em 1498.


Eles decobriram a tribo tupinambá e tupiniquim. Elas eram inimigas entre si, mas com a descoberta do Brasil, outros países foram para lá. Com isso, os tupinambás se aliaram aos americanos e os tupiniquim aos europeus. Quando os tupinambás venceram a guerra, descobriram o pau brasil, que era usado como tinta . Á esquerda tupinambá.





No dia 24 de Abril, Cabral recebeu os nativos no seu navio. Então, acompanhado de Sancho de Tovar, Simão de Miranda, Nicolau Coelho, Aires Correia e Pero Vaz de Caminha, recebeu o grupo de índios que reconheceram de imediato o ouro e a prata que se fazia surgir no navio — nomeadamente um fio de ouro de D. Pedro e um castiçal de prata — o que fez com que os portugueses inicialmente acreditassem que havia muito ouro naquela terra.

Entretanto, Caminha, em sua carta, confessa que não sabia dizer se os índios diziam mesmo que ali havia ouro ou se o desejo dos navegantes pelo metal era tão grande que eles não conseguiram entender diferentemente. Posteriormente, provou-se que a segunda alternativa era a verdadeira.


O encontro entre portugueses e índios também está documentado na carta escrita por Caminha. O choque cultural foi evidente. Os indígenas não reconheceram os animais que traziam os navegadores, à exceção de um papagaio que o capitão trazia consigo; ofereceram-lhes comida e vinho, os quais os índios rejeitaram.

A curiosidade tocou-lhes pelos objetos não reconhecidos - como umas contas de rosário, e a surpresa dos portugueses pelos objetos reconhecidos - os metais preciosos. Fez-se curioso e absurdo aos portugueses o fato de Cabral ter vestido-se com todas as vestimentas e adornos os quais tinha direito um capitão-mor frente aos índios e estes, por sua vez, terem passado por sua frente sem diferenciá-lo dos demais tripulantes.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Arte e a Glorificação dos Faraós

A arte egípcia era muita voltada para a religião e a vida após a morte e destacaram-se a pintura, a escultura, a joalheria e a arquitetura.

A Escrita Egípcia e a Arte

Desde 3000 a.C., os egípcios desenvolveram a escrita, que surgiu a partir de desenhos com significados complexos, usa
dos principalmente em textos religiosos. Com o passar do tempo, esses desenhos foram se desenvolvendo e se
tornaram os HIERÓGLIFOS, sinais que representam ideias e, depois, também sons.

A Mumificação

Para os antigos egípcios era necessário conservar o corpo do morto para que sua alma pudesse se re-encontrar com ele logo depois de ter sido julgada. Por isso, desenvolveram a mumificação.


O coração era o único órgão que não era retirado do corpo, pois nele residiram a razão, a sabedoria e a alma.

A Vida Depois da Morte

Para entrar no reino dos mortos e alcançar a eternidade, o morto seria julgado por suas ações durante a vida em um tribunal presidido pelo deus Osíris.

A Religião Egípcia

Os egípcios também eram politeístas. Seus deuses podiam ser representados sob a forma humana, animal ou um misto das duas. Acreditavam que o corpo e a alma se juntavam na vida após a morte.


Construíam templos grandiosos em pedra, com várias salas e compartimentos, pelos quais se chegava aos locais secretos onde realizavam os cultos e era guardada a imagem de um deus.

A Organização Social

No Egito, as profissões determinavam a posição social dos indivíduos, e os filhos seguiam as profissões de seus familiares.

O Faraó era considerado um Deus e vivia em palácios, rodeado por sacerdotes, nobres e escribas, que o auxiliavam a governar, usufruindo das riquezas provenientes dos impostos e da exploração da terra.

Os escravos eram prisioneiros de guerra e nunca foram muito numerosos no Egito.

A Formação do Estado

O Egito, passou a ser governado por um só rei, chamado FARAÓ.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Vida Brota da Água

O rio Nilo nasce na África central e percorre quase 6, 7 mil km até desaguar em um delta no mar Mediterrâneo. Apesar de atravessar o deserto do Saara, ele nunca seca.

No verão, suas margens eram inundadas em razão das fortes chuvas em sua nascente e do degelo da neve de áreas montanhosas.


Ao voltar ao seu leito normal, deixavam as margens recobertas por húmus, que fertilizavam as terras inundadas, permitindo a prática da agricultura e da pecuária.

A CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA

A Civilização egípcia se desenvolveu há mais de 5 mil anos no Nordeste da África, ás margens do Rio Nilo, que corta o deserto do Saara.

A Educação de um Nobre

Na Idade Média, apenas os nobres aprendiam a ler e a escrever. Geralmente, quem dava aulas em casa eram professores particulares e em sua maioria padres.

Os Servos e as Aldeias

Os servos que trabalhavam na agricultura formavam uma pequena aldeia distante do castelo que era, normalmente, cercada por florestas.

Servos e Vilões

Os servos e os vilões eram os camponeses que trabalhavam o ano todo nas terras do senhor feudal.

O Clero e a Nobreza

Aqueles que oravam eram os membros da Igreja e constituíam o clero.

O mais poderoso entre os nobre era o rei, seguido pelos duques, condes, marqueses, barões e cavaleiros.

Suseranos e Vassalos

Ao doar a terra, o senhor feudal tornava-se suserano; e quem a recebia, tornava-se vassalo.

O Mundo Feudal

A insegurança e a instabilidade causadas pelas constantes invasões levaram a população a procurar abrigo e proteção em grandes propriedades rurais:os feudos. O feudo foi a base da economia e do poder medieval.